Quem discrimina os outros os diminui, quem supervaloriza os outros diminui a si mesmo...
Ninguém pode brilhar no palco do mundo se não brilhar no palco da sua inteligência...
Ninguém pode conquistar o mundo de fora se não aprender a conquistar o mundo de dentro...
Muitos, nos momentos mais difíceis da sua vida, descem do palco e se tornam espectadores das suas misérias emocionais...
No teatro da nossa mente nossa meta é ser o ator principal. Ficar na platéia é abandonar a si mesmo...
Pessoas maravilhosas foram e têm sido acorrentadas pelas suas angústias, aprisionadas pelas suas preocupações, controladas pela sua ansiedade, sufocadas pelo seu estresse, paralisadas pelos seus medos.
A educação mundial está errada. Ela não nos prepara para atuarmos no território da psique. A falta de conhecimento sobre o teatro da mente humana é gritante. Por isso, apesar de vivermos em sociedades livres, há mais escravos hoje do que no passado. Só que o cárcere é interior.
(Augusto Cury)
As mudanças começam de dentro... a ideologia não vem do exterior! Cabe a nós, construir o que falta no mundo! Se percebermos que a busca pela felicidade (tão supervalorizada por Aristóteles) é mesmo o referencial do impossível, devemos esquecer de viver e então, procurar sobreviver! =).
Caixa de bombom trouxe pra te dar, não te tocou nem as conchas do mar.
Era pra ser bom, pra você gostar de caixa de bombom e de conchas do mar.
E pra que ler tantos livros? Se o amor não te ensina que junto a mim levaria teu coração...
Você vem me trazendo tudo que eu mais queria... e se foi deixando pra trás conchas do mar... algum dia vou quebrar o silêncio, vou contar meu segredo e você não vai escutar. Tudo perdeu o sentido.
Passo horas pra poder alcançar a superfície lá no fundo do mar... dá pra ver o teu rosto.... (Caixa de Bombom - Penelope)
E no mesmo disco dizem que a lógica de tudo é cuidar bem do que se tem... Será mesmo? Será que temos algo neste muito a não ser a nossa verdade? Será que existem apenas coisas boas fora do meu alcançe?? =)).
Do Sétimo Andar (Rodrigo Amarante)
Fiz aquele anuncio e ninguem viu
Pus em quase todo lugar
a foto mais bonita que eu fiz,
você olhando pra mim
Alto aqui do sétimo andar
longe, eu via você
e a luz desperdiçada de manhã
no copo de café
Deus sabe o que quis foi te proteger
do perigo maior que é você
E eu sei que parece o que não se diz...
o seu caso é o tempo passar
Quem fala é o doutor
Parece que foi ontem, eu fiz
aquele chá de habu
pra te curar da tosse do chulé,
pra te botar de pé
E foi dificil ter que te levar
àquele lugar...
Como é que hoje se diz?
..você não quis ficar
Os poucos que viram você aqui
disseram que mal você nao faz
E se eu numa esquina qualquer te vir
sera que voce vai fugir?
Se você for, eu vou correr!
Se for eu vou ...!
Por que esta música e não uma música mais romantica, com uma letra suave?!
Simples. Ontem eu conversava com uma amigo sobre esta música e certos comentários sobre a mesma... Os comentários dizem que Amarante a escreveu pensando nos jovens que se “perdem” no mundo das drogas, da boemia avassaladora, da marginalização em si.
E o interessante é que essa interpretação cai como uma luva nela... Eu sempre a escuto e alguns trechos passam desapercebidos sabe?! Por exemplo: “Os poucos que viram você aqui... disseram que mal você nao faz...E se eu numa esquina qualquer te vir... sera que voce vai fugir?”. É o clamar de uma mãe preocupada com teu filho que não acha um caminho produtivo...
Espero que enxerguem isso, assim como eu... e que tenham gostado da música! =)